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CUT-SE : Pelo passado, para o presente, Mariguela Vive e direito à verdade precisa prevalecer!

29/03/2012

O auditório da Escola do Legislativo em Sergipe, na tarde do dia 28 de março,  foi palco do resgate de um grande personagem da nossa historia, um bravo lutador , cuja  autonomia e soberania brasileira frente ao poder imperialista norte americano...

Escrito por: Carol Westrup

O auditório da Escola do Legislativo em Sergipe, na tarde do dia 28 de março,  foi palco do resgate de um grande personagem da nossa historia, um bravo lutador , cuja  autonomia e soberania brasileira frente ao poder imperialista norte americano era algo que o movia para a   construção de fortes trincheiras, seja na organização partidária, seja na luta armada. Estamos falando nada mais,  nada menos de Carlos Mariguela.
 

A plateia feita por ex-militantes do Partido Comunista Brasileiro, torturados pela ditadura militar como o jornalista Milton Coelho, Marcélio Bonfim e o ex-vereador de Aracaju, Goisinho, o representante da OAB-SE, Henry Clay, as deputadas estaduais, Maria Mendonça e Ana Lucia Vieira, professores universitários, sindicalistas e estudantes puderam compreender melhor a trajetória política de um ícone  da resistência  contra a ditadura militar,  prelúdio da história contada por quem vivenciou de perto toda a vida deste grande educador, formulador e militante da causa revolucionária, seu filho, Carlos Augusto Mariguela.
 

O evento começou com o documentário, Mariguela  -  “Quem samba fica, quem samba vai embora” - produzido pelo cineasta argentino Carlos Pronzato, que reúne depoimentos de militantes políticos que atuaram junto ao líder revolucionário. Após a exibição da película, a organização do Levante Popular da Juventude traduziu,  em poemas e em uma esquete teatral,  a morte de Mariguela e a presença dos seus ideais na mente e na ação daqueles que compactuam com a liberdade produzida e vivenciada por todos, de maneira igualitária, sem opressões. 
 
 
Como ápice da tarde, foi iniciada a palestra de Carlos Augusto Mariguela, mais conhecido como Carlinhos, não só filho de Mariguela, mais, acima de tudo, defensor do ideal de justiça e  liberdade de seu pai. Marcado por fatos históricos e pela defesa da verdade, da memória e da justiça, Carlinhos trouxe elementos de profunda importância, não só para o conhecimento sobre a trajetoria do seu pai, mas, sobretudo, para a luta na abertura dos arquivos da ditadura e da punição aos torturadores.
 

“ Estou aqui, neste auditório, não só para falar do meu pai, da sua história,  das suas ações e de como sua história foi fonte inspiradora para ações de resistência em todos os cantos do país, estou aqui também como cidadão, que exige a verdade, o resgate a memória do nosso país. Não se pode destruir a memória de um povo, esse resgate é fundamental para definir o que iremos construir para o futuro ” afirmou,  Carlinhos.
 
 
Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores em Sergipe, Rubens Marques, a CUT vai além do imediatismo das questões sindicais e salariais dos trabalhadores quando se debruça, como tanto afinco, na discussão sobre questões tão importantes, que marcaram um período histórico no Brasil.
 

“ Desde 2009 organizamos esse debate. Essa é a 4º Mesa em torno do direito à verdade que a CUT-SE realiza, e desta vez, trouxemos o filho de Mariguela para este debate,  a sua presença é  simbólica,  sabemos quem foi Mariguela e qual era o projeto de Brasil que este líder revolucionário defendia, um Brasil soberano, que controlasse e produzisse a sua própria riqueza, definitivamente, Mariguela foi um homem a frente da sua época. Em nível nacional, a CUT também reforça  seu  compromisso com a liberdade e com democracia, organizando  o  Prêmio “CUT Democracia e Liberdade Sempre” e fazendo uma defesa veemente em todas as suas resoluções sobre a instauração da Comissão da Verdade, com participação social e punição aos torturadores, portanto, não tenho duvidas, que a nossa Central vem cumprindo com o papel de resgatar a memória daqueles que sofreram no período ditatorial e pressionando o governo para que o direito à verdade seja estabelecido,“ relata Rubens.
 

No resgate da história de Mariguela, um dos grandes resistentes no período da ditadura militar em Sergipe, representante do Partido Comunista Brasileiro no estado, Marcélio Bonfim,  trouxe , de fato, o que realmente representava Mariguela para todos os que sonhavam com a construção de um outro Brasil, de uma outra sociedade, naquele período histórico.
 

“Entrei no Partido Comunista Brasileiro tendo como uma das minhas referencias Mariguela. Mariguela era um formulador, um educador, com uma simplicidade que definia um verdadeiro militante. Nos conhecemos em 1965 em uma reunião em Salvador, só vim saber quem era Mariguela quando estava no Comitê Central na União Soviética, quando um companheiro de partido me alertou sobre que conduzia aquela reunião que participávamos na Bahia.  O que me impressionava em Mariguela era a sua verdade e sua pratica revolucionária, por muitos momentos ele foi o oxigênio para minha luta naquele período, “ declara Bonfim.
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