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Em Sergipe, Greve para ônibus e fecha o comércio contra Reforma da Previdência

05/12/2017

Escrito por: Iracema Corso e Caroline Santos

Desde a madrugada desta terça-feira, dia 5/12, o movimento sindical e social em Sergipe bloqueou estradas e empresas de ônibus na Greve contra a retirada de direitos e contra a Reforma da Previdência. A preparação para a Greve Geral em Sergipe começou ainda na noite da segunda com a concentração da classe trabalhadora na sede da CUT/SE.

 

Rodoviários e trabalhadores do transporte público já haviam anunciado adesão à greve e a militância montou barricadas nas portas das empresas de ônibus Atalaia, Progresso e Modelo. A resistência se manteve por toda a madrugada até o fim da manhã. No centro de Aracaju o movimento social, reunido desde as 7h no Calçadão da João Pessoa, pressionou forte e conseguiu fechar a maioria das lojas. Em Sergipe, no dia da Greve Geral, as agências bancárias também não funcionaram.

 

Contra a Reforma da Previdência, o movimento social e sindical construiu um dia de luta em 25 estados brasileiros. Caso a reforma seja aprovada, grande parte dos brasileiros terão mais dificuldade e muitos até serão excluídos do acesso à aposentadoria. Entre as propostas do governo golpista, está o aumento do tempo de contribuição para servidores públicos e a obrigação dos trabalhadores do setor privado terem 40 anos ininterruptos de carteira assinada para poder se aposentar, uma realidade impraticável no Brasil devido à alta rotatividade dos trabalhadores nos empregos.

 

Dirigente da CUT/SE, Ivônia Pereira alertou que a luta está só começando, pois há grandes chances do governo colocar a Reforma da Previdência em votação no próximo dia 12 de dezembro. “Hoje os trabalhadores cumpriram a tarefa de dialogar com a população sobre o risco de perda de direitos com a Reforma Trabalhista e Reforma da Previdência. Muitos saíram daqui mais esclarecidos após este movimento. Conversei com um trabalhador das lojas Magazine Luiza e ele está consciente do prejuízo das Reformas Trabalhista e da Previdência. Só se mantém trabalhando aqueles que sofrem a repressão direta do patrão e dos gerentes das lojas. Trabalhadores do Centro sugeriram até para a gente fazer essa pressão direta na casa dos deputados, no fim de semana e feriado, para que eles possam participar. Foi um ato válido. Este é um ato de todas as centrais sindicais, trabalhadores sem teto, do campo e da cidade. E acredito que os trabalhadores brasileiros vão sofrer mesmo as consequências da reforma trabalhista depois do ano eleitoral”.

 

Ex-dirigente da CUT/SE, a deputada estadual Ana Lucia (PT) participou do ato no Centro da cidade e registrou o protesto de professores em Poço Redondo na manhã desta terça-feira. “Estamos dizendo não a este golpe. E eu conclamo os trabalhadores que estão nos ouvindo e a população que passa neste momento para que sejam solidários ao protesto. Estamos lutando contra uma reforma que vai acabar com a vida dos trabalhadores brasileiros. Vejo os ambulantes aqui, como vão se aposentar? Quem está no comercio, sabemos que muitos já trabalham em regime intermitente e isso vai aumentar. Todos vamos sentir o impacto da terceirização crescente e o congelamento por 20 anos de todos investimento em políticas públicas. Precisamos mudar este cenário e isso só muda com todas as centrais sindicais unidas, com os trabalhadores unidos e com coragem, enfrentando este golpe”.

Ex-dirigente da CUT/SE, o vereador Iran Barbosa (PT) frisou a importância de união contra os ataques. “Nós não podemos vacilar. De agora em diante é cada vez mais mostrar força. Nós estamos numa luta e essa luta só pode ser encerrada quando nós enterrarmos de vez o projeto da Reforma da Previdência. Força na luta, na resistência e nós vamos vencer essa batalha. Queremos fazer parte da distribuição da riqueza que nós produzimos”.
 

O presidente da CUT/SE, professor Rubens Marques, comemorou a força da mobilização alcançada. “Sergipe manteve a proposta de greve, várias categorias cruzaram os braços e o balanço foi positivo. Mesmo que na parte da tarde as empresas de ônibus tenham colocado alguns ônibus para circular, o nosso objetivo foi cumprido de dialogar com a população, explicar sobre a Reforma da Previdência. Na concentração à noite, fizemos o contato com os cobradores e motoristas de ônibus, explicando a Reforma da Previdência, convencendo sobre a importância da luta. No comércio, a Polícia Militar ficou na porta para intimidar o diálogo e o fechamento das lojas. E mesmo numa situação como esta, nós tivemos 70% do comércio fechado. O trancamento das rodovias e das BRs aconteceu conforme planejamos. O resultado foi positivo, e com certeza conseguimos chamar a atenção dos deputados federais que vão votar a Reforma da Previdência, pois Sergipe parou contra a Reforma da Previdência. E se o governo colocar novamente na pauta de votação o projeto da Reforma da Previdência, possivelmente teremos nova greve”.

 

Rubens Marques, o professor Dudu, reforçou que os trabalhadores terão que seguir unidos e mobilizados em defesa da aposentadoria e dos direitos trabalhistas. “Quanto à Reforma Trabalhista, nós vamos instituir um plebiscito revogatório. Isso está no horizonte de luta da classe trabalhadora, e vai depender da próxima composição do Congresso Nacional. Nós perdemos neste primeiro momento, mas é possível revogar. E quanto à Reforma da Previdência, perceba que houve recuo do governo por conta da nossa resistência. Mas a proposta continua sendo um absurdo e se for aprovada, ninguém se aposenta mais, isso é um crime de lesa pátria. O trabalhador vai contribuir e não vai conseguir se aposentar”.


À tarde, os sindicatos construíram um ato público, no Palácio de Despachos, denunciando o desmonte do governo Jackson Barreto (PMDB) na Educação, na Saúde e na Segurança. 

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