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Sindicatos da saúde repudiam gestão de Dr. Thiago em Dores

12/01/2018

Escrito por: Iracema Corso



Em um ano de gestão, o prefeito de Nossa Senhora das Dores, Thiago Souza Santos (PMDB) virou as costas para os profissionais da saúde do município. Em resposta, Psicólogos (SINPSI), Assistentes Sociais (SINDASSE), Nutricionistas (SINDINUTRISE), Farmacêuticos (SINDIFARMA) e Fisioterapeutas (SINTRAFA) lançaram uma campanha nas redes sociais para denunciar irregularidades.


Em aproximadamente 10 anos de trabalho no serviço público municipal de Nossa Senhora das Dores, esses profissionais da saúde apenas receberam um insignificante reajuste. Na gestão passada, com a aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos, parecia que a situação seria amenizada.

 

No entanto, os servidores da saúde não contavam que o prefeito médico seria capaz de revogar o PCCV e anular a posse de profissionais concursados, e ainda manter a lei que fixa os subsídios do Prefeito e do Vice, aprovadas na mesma época, recebendo um gordo salário de R$ 24.000 (vinte e quatro mil reais) e 16.000 (dezesseis mil reais), respectivamente. “O prefeito de Dores é médico e assumiu a gestão em 2017, quando já estava aprovado o PCCV. O prefeito anterior havia convocado alguns concursados, mas o prefeito Thiago não deu posse aos concursados e suspendeu a convocação, revogou o PCCV da saúde e dos condutores de ambulância. Após reuniões ocorridas em 2017, ele garantiu que faria uma revisão do PCCV para ajustar e passar a cumprir, mas até agora não aconteceu nenhum avanço”, explicaram os dirigentes sindicais.
 

A dirigente do SINPSI, Inês Santana, relatou frustração dos profissionais da saúde diante da atitude adotada. “Foi uma grande decepção. Com certeza a expectativa era maior porque o prefeito é médico. Acreditávamos que ele teria um olhar diferente na gestão da saúde, mas foi exatamente o contrário. Apesar de não dar posse aos trabalhadores concursados, o prefeito enche a folha de pagamento de cargos comissionados e contratados. Nem o número de vagas disponibilizadas no edital do concurso foi respeitado. O PCCV para a área da saúde está amparado na lei orgânica do SUS. Pela Constituição, nós também temos direito a ter reajuste anual e nada disso é cumprido em Dores. Já acumulamos perdas salariais em torno de 70% ao longo dos anos”.

 

A dirigente sindical informou que os sindicatos chegaram a protocolar algumas denuncias no Ministério Público. No entanto, o assunto segue indefinido porque o prefeito já havia recorrido ao TCE para anular as convocações e posses do concurso e para anular o PCCVs por falta de recurso, visando o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. “Quando o assunto é o reajuste garantido por lei aos servidores públicos, a resposta é sempre a mesma de que não é possível devido ao limite prudencial imposto pela LRF. Porém, na hora de dobrar a remuneração dos Cargos Comissionados escolhidos a dedo por conta do parentesco político, aí o município não está em crise. Em Dores se pratica o contrário do que diz a lei. A prioridade lá são os comissionados, os servidores públicos concursados ficam sem reajuste, totalmente desvalorizados. Com tantas promessas descumpridas e sem amparo das instituições, nossa única opção é ir à mídia para dar visibilidade ao que está acontecendo em Dores”, protestou a psicóloga Inês Santana.

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