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Desembargador Cezário Siqueira Neto fecha as portas do tribunal para os servidores

01/02/2018

Escrito por: Aline Braga - SINDIJUS

 

 

 

 

Nesta quarta, 31 de janeiro, os servidores do Poder Judiciário paralisaram as atividades para reivindicar as pautas da campanha salarial, iniciada em outubro do ano passado. A concentração da categoria se deu em frente ao Palácio da Justiça, no Centro de Aracaju, local onde o presidente do TJSE, o desembargador Cezário Siqueira Neto, informou ontem (30) que seriam votados dois itens da pauta.

Dentro e fora do Palácio da Justiça, a sessão ocorreu sob tensão, após a Presidência do órgão proibir a entrada dos servidores no prédio. As portas de entrada do tribunal foram fechadas e o acesso limitado aos diretores do sindicato. As sessões do Pleno, que ocorrem todas as quarta-feiras, são públicas.

Fora este fato, a direção do Sindijus afirma que “nunca antes na história do TJ” os servidores tinham sido proibidos de entrar no Palácio. A categoria ficou do lado de fora do tribunal até o final da sessão, aguardando a decisão dos desembargadores.
 

Decisões

 

De acordo com o Sindijus, as porcentagens de reajuste aprovadas hoje (31) no Tribunal Pleno - de 4% no vencimento base e 2,07% nos auxílios alimentação e saúde - não contemplam a categoria. Além disso, há discordância em relação ao aumento concedido aos Cargos em Comissão, pois, de acordo com a direção do sindicato, esse aumento ratifica a distorção que existe dentro do órgão, criando uma casta de privilegiados junto aos juízes e desembargadores.

Outro ponto questionado é o da negociação em si. A direção do sindicato declarou que não houve negociação. “A Presidência do TJ utilizou de vários meios de comunicação para divulgar de maneira unilateral os índices de reajuste. Não houve negociação de fato. Essa gestão tem sido a pior dos últimos tempos em relação ao tratamento com os servidores. Proibir o acesso dos servidores à sessão do Pleno expressa o autoritarismo e a intransigência da atual gestão do tribunal”, afirma o dirigente sindical do Sindijus, Gilvan Santos.

Em assembleia geral, foi decidido que a campanha salarial “A Casa da Justiça tem telhado de Vidro. Juízes acima do teto, trabalhadores abaixo do piso” continuará, principalmente com atos públicos denunciando os gastos excessivos com juízes, desembargadores e Cargos em Comissão. Além disso, a categoria fará uma moção de repúdio ao tratamento desrespeitoso da Presidência do tribunal que proibiu os servidores de assistirem à sessão do Pleno. O Sindijus também pedirá a abertura de uma mesa de negociação com a gestão do tribunal. 

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