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População de Aracaju apoia protesto da Frente Brasil Popular na porta da Petrobras

30/05/2018

Escrito por: Iracema Corso

 

Contra o aumento do preço do botijão, da gasolina, em defesa da Petrobras e da democracia brasileira, organizações do movimento social e sindical que compõem a Frente Brasil Popular cobriram de faixas a entrada da sede administrativa da Petrobrás. O ato da Frente Brasil Popular que teve início desde as 6h da manhã em Aracaju manifestou apoio à greve dos caminhoneiros e à greve dos petroleiros, a última organizada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), deflagrada em todo território nacional na madrugada desta quarta-feira, 30/5.

 

Com buzinas de carro e acenos de apoio, a população de Aracaju que transitou pela Rua Acre, em frente ao protesto, expressou sua solidariedade à mobilização que uniu sindicatos e grandes organizações do movimento social.

 

“Vivemos o acirramento da luta de classes e por isso as outras centrais sindicais estão aqui para prestar sua solidariedade junto a grandes organizações do movimento social, a exemplo do MST, MOTU e MPA. Petroleiras e petroleiros de Sergipe, este buzinaço de todo carro que passa aqui mostra o nível de apoio que vocês têm nesta luta. Quem decide a continuidade do movimento são vocês, junto ao seu sindicato, o Sindipetro, com autonomia, mas saibam que além da central sindical de vocês, vocês vão poder contar com o apoio da CUT, CTB, UGT e dos movimentos sociais que aqui estão. Os caminhoneiros mostraram unidade, os taxistas estão nas ruas e agora vocês também deflagram o movimento de greve. O que tá no horizonte do movimento sindical brasileiro é que a partir da luta de vocês, a gente contamine outras categorias para a construção de uma greve geral”, afirmou Plínio Pugliesi, vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), uma das organizações que integra a Frente Brasil Popular.

 

Diretora de Políticas Sociais da CUT/SE e presidente da FETAM (Federação dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Sergipe), Itanamara Guedes alertou sobre a importância da Petrobrás para o desenvolvimento do Brasil. “É importante a gente ter em mente que a Petrobrás tem um papel fundamental na construção de políticas públicas, falo como assistente social... Hoje os municípios sergipanos e brasileiros perdem arrecadação porque parte dos recursos do pré-sal vinham para financiar a educação e a saúde... Então não podemos ter medo de dizer que vivemos uma situação de golpe, que a democracia está suspensa no Brasil. Se ainda tem trabalhador que não entende isso, ele precisa saber que estamos enfrentando este caos no Brasil porque temos um usurpador na presidência, que é Michel Temer (MDB) com sua corja da direita brasileira e com apoio do capital internacional, e que este golpe é contra a nossa democracia e contra o povo brasileiro”, explicou.

 

A professora Ivonete Cruz, do SINTESE (professores), criticou a cobertura midiática que culpou Lula e Dilma por facilitar que a população realizasse a compra de carros e caminhões. “Vejam que absurdo acusar um governo que cria políticas para que as pessoas possam ter o seu transporte, adquirir seu caminhão para ganhar o sustento... É muita desinformação todos os dias. Por isso precisamos esclarecer a população que o aumento do óleo diesel, do gás de cozinha, do combustível, tudo isso faz parte da política de privatização da Petrobras, uma política alinhada ao capital internacional, que tira do nosso Brasil o direito ao nosso petróleo. Por isso essa luta é nossa, pela resistência e pela soberania. E precisamos dizer em alto e bom tom: não à intervenção militar. Não podemos neste país voltar ao tempo da ditadura. A gente apoia a luta dos trabalhadores, mas não podemos nos calar diante do avanço do fascismo. Não é trazendo o exercito que a gente vai construir outro tipo de nação. Precisamos construir a soberania nacional e seguir nesta luta em defesa da democracia e em defesa da Petrobrás, patrimônio do povo brasileiro. Assim vamos avançar, com Lula livre e eleições diretas já!”.

 

Frente Brasil Popular 

A Frente foi formada no segundo semestre de 2015, naquela época como organização de resistência em defesa da democracia. Desde seu surgimento, as entidades que compõem a Frente alertavam que a derrubada do governo eleito Dilma Rousseff não seria apenas um golpe contra o governo e seu partido, mas principalmente um golpe contra os direitos da classe trabalhadora. Percebe-se que, na atualidade, as avaliações da Frente Brasil Popular foram acertadas e hoje o governo ilegítimo Michel Temer desmonta os direitos sociais, trabalhistas e previdenciários, conquistados pelo povo brasileiro no último século.

 
Em Sergipe, a Frente Brasil Popular tem sido um espaço de articulação dessas entidades. Tem entre os integrantes a Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (MOTU), Levante Popular da Juventude, além de partidos de esquerda e outros movimentos sociais.

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