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Construção social e cultural do machismo é tema de ato público em Nossa Senhora da Glória

11/07/2018

Escrito por: Iracema Corso

 

O assassinato da jovem Joana Dark, esfaqueada pelo ex-marido na última sexta-feira, no município de Nossa Senhora da Glória, mobilizou o Fórum das Mulheres Glorienses que na tarde desta quarta-feira, 11/7, fará um ato público, “Pela Vida das Mulheres”. A concentração está marcada para as 15h30, na Praça dos Quiosques, em Glória. O objetivo do protesto é reafirmar a luta pelo fim da violência doméstica e de gênero e exigir a punição do agressor.

 

Em nota, o Fórum ainda informou que Glória ocupa o 7º lugar no estado em violência doméstica contra a mulher e o 2º lugar na Região do Alto Sertão Sergipano. No período de 2014 a 2018, foram registrados 4 casos de feminicídio e 70 casos de violência doméstica. “O feminicídio de Joana Dark não é um caso isolado, faz parte das estatísticas cruéis da violência doméstica e de gênero que, nós mulheres, estamos submetidas ao longo de nossas vidas – da infância à velhice. Como demonstram os dados do Mapa da violência de 2017, no Brasil a taxa de homicídio feminino é de 4,8 homicídios a cada 100 mil mulheres, ocupando a 5ª posição em um grupo de 83 países analisados pela OMS. É importante frisar que a maioria das vítimas são mulheres negras, que o agressor/assassino são pessoas próximas das vítimas, como familiar, cônjuge, namorado ou parceiro”, explicaram militantes do Fórum das Mulheres Glorienses.

 

 

Para combater a violência doméstica e de gênero o primeiro passo é entender os seus fundamentos, destacou a diretora de Políticas Sociais da Central Única dos Trabalhadores, Itanamara Guedes, membro do Fórum de Mulheres Glorienses. “É preciso reconhecer que vivemos em uma sociedade machista, que o machismo mata e violenta diariamente as mulheres. A sociedade precisa apoiar as organizações/movimentos de mulheres e feministas, suas lutas contra o machismo e contra o patriarcado e suas reivindicações para que o Estado promova políticas públicas de igualdade de gênero e a luta pela construção de uma sociedade sem opressões e sem exploração das mulheres”.

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