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Dia 6 de julho. A CUT na luta e nas ruas por direitos e igualdade de oportunidades

Escrito po: Maria Júlia Reis Nogueira

06/07/2011

Fiel aos seus princípios de liberdade, autonomia sindical e pelo do fim do imposto sindical que nortearam a partir de sua criação, a Central Única dos Trabalhadores no próximo dia 6 de julho estará nas ruas em todo o país realizando mobilizações...

Fiel aos seus princípios de liberdade, autonomia sindical e pelo do fim do imposto sindical que nortearam a partir de sua criação, a Central Única dos Trabalhadores no próximo dia 6 de julho estará nas ruas em todo o país realizando mobilizações e paralisações em defesa dos direitos e dos interesses dos trabalhadores e trabalhadoras do país.

Consciente do seu papel e de sua responsabilidade junto à sociedade brasileira, a CUT e seus sindicatos filiados, sempre pautaram suas ações de forma equilibrada, sem abrir mão de sua liderança no movimento sindical brasileiro no campo e na cidade e como a maior central sindical do Brasil.

Atenta aos anseios dos (as) trabalhadores e trabalhadoras, em parceria com os movimentos sociais e a sociedade em geral, a Central sempre esteve nas ruas e na luta por melhores salários, mais empregos e pela construção de uma sociedade mais justa, com mais equidade na distribuição da renda e pela diminuição das desigualdades sociais.

Somou com os movimentos pela redemocratização do país, fim da ditadura militar, por um novo sindicalismo livre da tutela do Estado e do fim do poder normatizador do Ministério do Trabalho.

Sempre esteve junto com os trabalhadores para viabilizar que as políticas públicas pudessem atender aos interesses da sociedade, por isso sempre batalhou para que o povo brasileiro pudesse usufruir de saúde e educação de qualidades. Defende a regulamentação da Emenda Constitucional 29, pelo exercício efetivo do controle social na aplicação dos recursos e das políticas públicas, pela aprovação do Plano Nacional de Educação e a destinação de 10% do PIB para a educação. Se pocionou contra as fundações estatais de direito privado e a privatização da saúde e da educação.

Defende a reforma a reforma agrária, a atualização dos índices de produtividade da terra, a titulação das terras dos quilombolas, o fim do trabalho análogo a escravidão e a consequente valorização dos trabalhadores do campo na luta pela terra com acesso ao crédito e por melhores condições de vida.

A CUT sempre procurou combater toda e qualquer forma de discriminação, preconceito e desiguldade, debatendo e implantando ações com objetivo de que todos os trabalhadores e trabalhadoras pudessem ser tratados sem discriminação de gênero, raça, opção sexual ou de credo religioso.

Ações discriminatórias como o que aconteceu no dia 1°/07, em que quatro jovens, entre 18 e 21 anos, praticaram ações de racismo em São Paulo, além de apregoarem a primazia da raça branca, para justificar a violência praticada. Assusta e causa temor, pois não se pode esquecer que foi com esse mesmo argumento que a Alemanha nazista de Hitler matou milhões de judeus levando a uma guerra mundial.

Em um país como o Brasil, o racismo praticado contra negros e negras é ainda mais inaceitável e deve ser repudiada por todos, até por que a metade da população é constituída por afrodescendentes.

Não se pode compactuar e calar diante de comportamentos como este. O processo democrático que vive o Brasil nos desafia a construirmos relações de respeito com os diferentes e o direito de expressarmos nossas ideias e convicções no diálogo, sem jamais apelar para a violência.

No dia 6 de julho, vamos juntos em todo o Brasil nos mobilizarmos e manifestarmos por um país sem miséria, com saúde e educação para todos, por serviços públicos de qualidade, por reforma agrária, por mais e melhores salários, pela liberdade e autonomia sindical, pelo fim do imposto sindical, pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários e, acima de tudo, por uma sociedade mais justa e igualitária, com solidariedade e respeito com todos e todas e principalmente sem recismo e preconceito.


Fonte: Maria Júlia Reis Nogueira, secretária Nacional de Combate ao Racismo da CUT
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