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25 de novembro - Dia de luta pelo fim da violência contra a mulher

Escrito po: Edjanaria Borges

24/11/2014

Diretora da Secretaria de Mulheres da CUT

Desde 1981 as mulheres do mundo se mobilizam para combater a violência de todos os tipos a que estão submetidas na sociedade.

 

A data foi instituída em 25 de novembro de 1981, durante o I Encontro Feminista da América Latina e do Caribe, realizado em Bogotá, na Colombia, em homenagem às três irmãs ativistas políticas: Pátria, Minerva e Maria Tereza Mirabal. Elas foram brutalmente assassinadas pelo ditador Rafael Leônidas Trufillo em 25 de novembro de 1960, na República Dominicana, quando regressavam de Puerto Plata, onde seus maridos estavam presos. Antes do assassinato, já haviam sido presas por diversas vezes, e incomodavam a ditadura porque lutavam por soluções para os problemas sociais de seu país. A comoção geral no país e em todo o mundo após o assassinato culminou na queda do poder dos ditadores do Governo Dominicano.

 

Em 1999, a Assembleia Geral da ONU proclamou esta data como o Dia Internacional para a “Eliminação da Violência contra a Mulher”, como forma de estimular governos e sociedade civil organizada nacional e internacional a realizarem atos e eventos para extinguir a violência da vida das mulheres. Desde esta data ficou estabelecido um calendário de lutas dando início no dia 25 de novembro à Campanha Mundial de Combate à Violência contra a Mulher que se estende até 10 de dezembro, Dia Mundial dos Direitos Humanos.

 

A violência contra a mulher é um problema mundial que não distingue cor, classe social, nem raça e o local em que as mulheres mais sofrem violência é dentro de casa com agressões provocadas por seus companheiros.

 

Xingamentos, gritos, agressões físicas e verbais, humilhações e ameaças infelizmente ainda fazem parte do cotidiano de muitas mulheres – um problema que em determinados casos termina em óbito.

 

Apesar das campanhas de conscientização, o número de mulheres agredidas e mortas, tanto em Sergipe como no Brasil e no mundo cresce a cada dia. Dados do mapa da violência (2012) revelam que o Brasil está no 7º lugar no ranking mundial de homicídios de mulheres, e Sergipe em 18º lugar entre os Estados da federação.

 

Desde o início deste ano (2014), já foram registrados mais de 2000 casos de violência contra a mulher na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) em Aracaju. Vale ressaltar que esses dados sobre violência não abordam as adolescentes e crianças, o que significa um número crescente de atos de violência contra a infância, além de dados que passam despercebidos ao passo que os agressores continuam dentro de casa, oprimindo e perpetuando a lógica patriarcal.

 

Números crescentes de registro de casos evidenciam a opressão e a desigualdade de gênero na sociedade. Enquanto a violência física é a mais visível entre as outras formas de violência às quais as mulheres são submetidas.

 

Passados oito anos desde que a Lei Maria da Penha entrou em vigor, ainda não conseguiu combater algo que é alimentado diariamente na sociedade e na televisão que é o machismo, a ideologia que considera a mulher econômica, política e socialmente inferior ao homem.

Ainda persistem o medo e a vergonha quando as mulheres fazem as denúncias, pois apesar de todos os avanços da Lei Maria da Penha, ainda existem limitações. Há o descrédito, há o temor da desmoralização perante a sociedade. A Lei ainda não é completamente eficaz, por isso precisamos exigir políticas de prevenção e apoio às mulheres em situação de violência.

 

Nós, mulheres socialistas, entendemos que a violência é um tema público e político, por isso é de extrema importância dar visibilidade através de atos e campanhas bem como exigir do poder públicos políticas de atendimento à mulher. Precisamos exigir a construção de mais delegacias especializadas, serviços de saúde adequados para atender às vítimas, mais Casas Abrigo, protegidas, e que permitam a articulação de políticas com outros setores como saúde, educação e segurança.

 

Nada justifica a violência, e apesar de se manifestar tanto nos espaços públicos como privados, tanto através da agressão física, psicológica e moral, a luta pelo fim da violência contra a mulher precisa ser de todos, homens e mulheres comprometidos com a defesa dos direitos humanos e com uma sociedade mais justa, digna e igualitária.

 

Por isso é compromisso da CUT, especialmente da Secretaria de Mulheres da CUT, a luta para denunciar à sociedade a necessidade de combater a violência sofrida pelas mulheres em Sergipe, no Brasil e no mundo.

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